Foi no meio da escuridão que pude construir aquele
espetáculo de luxuria envolto da névoa de cinzas de cadáveres de pernas
trêmulas na dança como bailarinos loucos curtindo rock até frenéticos psicodelismos gemidos uivantes no decorrer da peça com o corta do diretor as
brincadeiras horas de risos e caras safadas voltando a espiritual incorporação
pra cena seguinte outra tomada de posição talvez sempre bom GRAVANDO recomeça o
terror algo dominante nas mentes no corpo atração fatal a garota retorcida na
cama enquanto é possuída e recomeçam os uivos até o momento do triunfo da vitória do cansaço quando o pano cai e a cena termina
Imagem: Mark Keller Apesar dos olhares temos que nos conter Olhares como portais de fome Olhares enquanto te desprezam Vivares em pensamentos cálidos Franzinos sem movimentos Olhares como a gota d’água que as cargas São pelos olhares que a tentação palpita o peito No desprezo, no sem saber ser vista(o) No chão do bar que via chuva Pendendo em socorrer-se na poça Desviar um carro na curva Olhares ferozes de culpa De passado Olhares de fuga De presente Quando se encontram se combinam Se diferem Se apreendem e se espantam Se esfregam e se idolatram Se rejeitam e se desprezam Olhares incertos como 2 e 2 são 5 As portas do eu que imagina penetrar Excitação de longe Sem toque Chamego distante do tamanho do mar
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