Pular para o conteúdo principal

Calíope


"Carne opulenta, majestosa, fina, 
Do sol gerada nos febris carinhos, 
Há músicas, há cânticos, há vinhos 
Na tua estranha boca sulferina."
Crus e Sousa


Engendra a substância de tua bela voz
Lendo seu poema épico da batalha
Donde os Titãs jogados à fornalha
Do poder divino. Oh! Força algoz

Ornada de grinalda comtempla a sós
Do monte parnaso inspira-se e talha
Na tabuleta com seu brunil não falha
Em remanescer à poesia uma foz

Jorrando a paixão do Deus Apolo
Entre suas vestes dois filhos amaram
Mas Eagro, talvez mais obtuso

Deu-te ao ventre as notas de seu falo
Um Orfeu aventurado cantaram
À jovem Calíope seu ar majestoso

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

                                            A espuma do mar                                              sorrindo me tragar                                                                           ...

Sombra

a sombra coisa morta vagueia sem destino presa desde o feto a uma vida de desatinos no corredor fria dilata-se como em Modigliani a sombra afixiva sobre os olhos nunca ausente sua perspicácia teatral contorce, recorte em dor dança e trança cabelos na alegria e e na doença beija , uni-se intensamente em 4º grau esbraveja e deita-se chegada hora curva-se e sente o pesar da vida como alma gêmea sem rancor sobre 4 palmos estende-se unindo-se a alma

De Noite

Imagem: Jack Vettriano.                  "Não há culpas quando se tem um coração de poeta" Juliano Beck. No fundo do seu colo perdendo minhas lembranças e meu presente. Um criminoso espião em busca do perigo. Todas as portas abertas e o medo de um penetra enquanto penetro de lado seu escuro quarto. Penetro sua vida à noite sem cortinas e um lençol. Vizinhos acordados e nós dois molhados querendo acordar o mundo com as mãos. Mas acordamos apenas o sono que sentíamos, e conosco cometeu ainda mais um crime antes de dormirmos. Um crime perfeito, sim! Uma poesia de pernas abertas com tudo para ser incompleta, deu-se deitada na cama, sentada na trama, nos versos do avesso das pernas. Ejaculando alto como o filme que fazia sentido estar sem ser assistido.