Imagem: Mark Keller
Apesar dos olhares temos que nos conter
Olhares como portais de fome
Olhares enquanto te desprezam
Vivares em pensamentos cálidos
Franzinos sem movimentos
Olhares como a gota d’água que as cargas
São pelos olhares que a tentação palpita o peito
No desprezo, no sem saber ser vista(o)
No chão do bar que via chuva
Pendendo em socorrer-se na poça
Desviar um carro na curva
Olhares ferozes de culpa
De passado
Olhares de fuga
De presente
Quando se encontram se combinam
Se diferem
Se apreendem e se espantam
Se esfregam e se idolatram
Se rejeitam e se desprezam
Olhares incertos como 2 e 2 são 5
As portas do eu que imagina penetrar
Excitação de longe
Sem toque
Chamego distante do tamanho do mar

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