Uma exclamação! Assim comecei a história dionisíaca das
palavras com as folhas abertas em dois pólos, grafei os sete pecados capitais.
Ajoelhei-me pedindo perdão perante as redundâncias que cometi. Nunca tentei
decifrar as psicografias dos ecos na noite em que labutei entre silogismos e a
perfeita gramática. Não tive dores de cabeça com o trabalho árduo das
pontuações, embora exigissem esforço físico, e metafísico-pagão. Em rubras
declarações estremeceu-se a estrofe e o vento até cogitou em alçar a folha ao
chão, mas aparei como script de cinema- única parte da poesia metrificada. No
mais, passei para outra folha, que esperava já úmida de suor para ser rasgada e
assim esculturada as letras em linhas não mais visíveis. Quando novamente o eco
se fez audível em indecifrável catarse, a pena frenética escriturava letras em
tintas transparentes, tive única força de por o ponto final sobre a analogia
poética.
"Carne opulenta, majestosa, fina, Do sol gerada nos febris carinhos, Há músicas, há cânticos, há vinhos Na tua estranha boca sulferina ." Crus e Sousa Engendra a substância de tua bela voz Lendo seu poema épico da batalha Donde os Titãs jogados à fornalha Do poder divino. Oh! Força algoz Ornada de grinalda comtempla a sós Do monte parnaso inspira-se e talha Na tabuleta com seu brunil não falha Em remanescer à poesia uma foz Jorrando a paixão do Deus Apolo Entre suas vestes dois filhos amaram Mas Eagro, talvez mais obtuso Deu-te ao ventre as notas de seu falo Um Orfeu aventurado cantaram À jovem Calíope seu ar majestoso
Ainda que eu tente calar o grito
ResponderExcluirsuas palavras berram em poesia!
Parabéns poeta! Continue essa busca por prazer nas palavras, você está encontrando belas respostas, reciprocas!