O cancioneiro palpitava de
alegria retirando das cordas mudas compassos da criação o mundo
iniciado nas notas sopradas ao vento transfiguradas nas cordas de uma
guitarra, sinestésicas linhas que brotavam imagem som e cor durante
a fobia dos corpos de ficarem parados emitindo em percussão dos
passos tocando o chão numa onomatopéia ritmada, seguia-lhe um
saxofone em agudez como sono de uma criança, tão profundo, em seu
repertório canônico improvisava torrentes de loucuras salpicava
frenesi a música soprada cravada transdizia o que sonhava,
complemento de orquestra, um pico de som na veia o salão comológico
constelação dançante o vento por'entre as saias e cortes no ar
rarefeito, transpirações, corpos retorcidos do sul ao leste como
cobras em chamas, bateria ríspida militar marcava o encontro dos
frenéticos como sinal de trânsito atenção pare siga a todo vapor
na estrada para o inferno beslicava a pulsação do coração
mostrava a força e a liberdade, gira, lança espicha capricha, era
jazz sombra pares suados mãos pés nada se identificava e nem era
preciso, era jazz sem culpa existia e cabia no tempo.
"Carne opulenta, majestosa, fina, Do sol gerada nos febris carinhos, Há músicas, há cânticos, há vinhos Na tua estranha boca sulferina ." Crus e Sousa Engendra a substância de tua bela voz Lendo seu poema épico da batalha Donde os Titãs jogados à fornalha Do poder divino. Oh! Força algoz Ornada de grinalda comtempla a sós Do monte parnaso inspira-se e talha Na tabuleta com seu brunil não falha Em remanescer à poesia uma foz Jorrando a paixão do Deus Apolo Entre suas vestes dois filhos amaram Mas Eagro, talvez mais obtuso Deu-te ao ventre as notas de seu falo Um Orfeu aventurado cantaram À jovem Calíope seu ar majestoso
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