sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Saudade

Saudade é porta aberta estendida
Vosso espelho sois memórias
Entrando a visão descomedida
Lembreis perfídias escórias

Semblantes e mazelas reluzem
Entre breves seres amórficos
Sofrem os tormentos que produzem
Alguns sabores catastróficos 

Embute os pensamentos em fraqueza
Esfera presa, cansaço, enfados
Apresenta uma colcha de retardos

Que esperança essa sem clareza
Distância dada pelo passado
Que no retalho sofre prismado

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