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Encontros


                                                                                                        A todos os reencontros - dos cabelos e olhares.

Cometendo deslizes loucos nas alturas das nuvens. Beijos fortes e sedentos de desejos uns nos outros escalando a espera dos corpos nus e molhados de suor e fome, como um cão medroso babando por refúgio. Sentados debaixo de orgásticas madrugadas à espera. Vários anos depois duma só vez sentidos e calados, soltos, ouvidos, tocados. O medo que se fez na carne e penetrar em você agora é o frio na barriga mais gostoso. Sentindo o calor interno e o coração batendo no meu coração. Suas costas lavadas e gratas do corpo que te pesa tesão em cima. Sua profana, cara! safada, olhos abertos, semifechando, fechados, transmite na mordida da boca o abafo do grito que quer soltar (mas não pode). O tempo é pouco até termos que nos esconder e fingir como a poesia que resvala dos nossos olhares o que os pensamentos insanos querem perpetrar novamente e se apertam, se reprimem, se prendem um na imagem do outro, mas não se comem, se contém, se consomem.

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Calíope

"Carne opulenta, majestosa, fina,  Do sol gerada nos febris carinhos,  Há músicas, há cânticos, há vinhos  Na tua estranha boca sulferina ." Crus e Sousa Engendra a substância de tua bela voz Lendo seu poema épico da batalha Donde os Titãs jogados à fornalha Do poder divino. Oh! Força algoz Ornada de grinalda comtempla a sós Do monte parnaso inspira-se e talha Na tabuleta com seu brunil não falha Em remanescer à poesia uma foz Jorrando a paixão do Deus Apolo Entre suas vestes dois filhos amaram Mas Eagro, talvez mais obtuso Deu-te ao ventre as notas de seu falo Um Orfeu aventurado cantaram À jovem Calíope seu ar majestoso
                                            A espuma do mar                                              sorrindo me tragar                                                                           ...

Sombra

a sombra coisa morta vagueia sem destino presa desde o feto a uma vida de desatinos no corredor fria dilata-se como em Modigliani a sombra afixiva sobre os olhos nunca ausente sua perspicácia teatral contorce, recorte em dor dança e trança cabelos na alegria e e na doença beija , uni-se intensamente em 4º grau esbraveja e deita-se chegada hora curva-se e sente o pesar da vida como alma gêmea sem rancor sobre 4 palmos estende-se unindo-se a alma

De Noite

Imagem: Jack Vettriano.                  "Não há culpas quando se tem um coração de poeta" Juliano Beck. No fundo do seu colo perdendo minhas lembranças e meu presente. Um criminoso espião em busca do perigo. Todas as portas abertas e o medo de um penetra enquanto penetro de lado seu escuro quarto. Penetro sua vida à noite sem cortinas e um lençol. Vizinhos acordados e nós dois molhados querendo acordar o mundo com as mãos. Mas acordamos apenas o sono que sentíamos, e conosco cometeu ainda mais um crime antes de dormirmos. Um crime perfeito, sim! Uma poesia de pernas abertas com tudo para ser incompleta, deu-se deitada na cama, sentada na trama, nos versos do avesso das pernas. Ejaculando alto como o filme que fazia sentido estar sem ser assistido.