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Tendência ao mal




                                                                                                                                                              Imagem: Jack Vettriano

Depois de sonhar e ler uma carta


Ah! tendência infernal de ferir a ferro e fogo; como um punhal, luas e noites cheias de furor e frio.
Ah! tendência mortal de ser mortal e querer a morte em tudo na vida – horas, poros, povos...
Inferno é meu sobrenome soado ao ouvido, deprimido como um comprimido dissolvendo-se ebulíco.
Infernal maldito, amante, lúdico, infame, saudosista das pernoites.
E quem andar comigo em carinho irá adoecer, pois carregar um câncer externo pode ferir-vos, todas), por dentro. Um tumor que caminha e mente, faz o mal sem desculpas. Não só aloja-se ao lado enegrecendo o futuro, mas domina o peito e se parasita como uma pulga num cão, fazendo vos febrias, sofridas e amargas; loucas, sem rumo, sem colo e chão; sem acreditar mais no amor, sem sofrer pela dor, nas águas do fundo sem poço.

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Calíope

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                                            A espuma do mar                                              sorrindo me tragar                                                                           ...

Sombra

a sombra coisa morta vagueia sem destino presa desde o feto a uma vida de desatinos no corredor fria dilata-se como em Modigliani a sombra afixiva sobre os olhos nunca ausente sua perspicácia teatral contorce, recorte em dor dança e trança cabelos na alegria e e na doença beija , uni-se intensamente em 4º grau esbraveja e deita-se chegada hora curva-se e sente o pesar da vida como alma gêmea sem rancor sobre 4 palmos estende-se unindo-se a alma

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